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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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8 MILHÕES DE PEDAÇOS DE LIXO ENTRAM NOS MARES E OCEANOS TODOS OS DIAS

Mäyjo, 30.11.15

8 milhões de pedaços de lixo entram nos mares e oceanos todos os dias

Todos os dias, os mares e oceanos são poluídos com oito milhões de pedaços de lixo, de acordo com um estudo da comissão OSPAR, uma convenção internacional fundada em 1992 para prevenir a poluição marítima e que conta com a participação de 14 países europeus, incluindo Portugal.

Segundo a OSPAR, este número, ainda que grotesco, continua a crescer, sobretudo devido ao aumento da utilização de peças de plástico não reutilizáveis – embalagens, sacos para guardar os jornais ou a película de plástico que protege a roupa que mandamos vir online, por exemplo.

Muita da responsabilidade dos retalhistas acaba quando o seu produto chega às lojas, mas há empresas que não podem ficar imóveis a ver o recurso natural que as faz viver, o mar, a ser destruído de dia para dia. “Não é nenhuma surpresa que algumas das marcas que estão a liderar esta [sensibilização] estão ligadas ao surf”, explicou, num texto de opinião publicado no The Guardian, Thomas Callan, investigador freelance especializado em políticas ambientais e sociais.

Callan refere-se à Surfers Against Sewage (SAS – abre PDF), que pretende uma maior responsabilidade das marcas em toda a cadeia de fornecimento, que possibilite um maior controlo da poluição que os seus produtos possa provocar e, assim, manter os oceanos mais saudáveis.

De acordo com o responsável, a EPR (Extensa Responsabilidade do Produtor) pode ter várias formas, incluindo produtos inovadores, design da embalagem, instruções para reciclar o produto quando esta deixa de ter utilidade ou até incentivos financeiros para o reciclar.

A Finisterre, que desenha roupa durável a partir de têxteis certificados, utiliza embalagens feitas a partir de milho compostado com pouquíssimo plástico não biodegradável. Apesar de mais cara, a embalagem garante à Finisterra que não está a ir contra o recurso natural que mantém o seu negócio lucrativo.

“Se vamos para até ao fim do mundo para conseguir que um produto seja o mais responsável possível, então não faz sentido envolvê-lo em algo que vá contra todo o seu propósito”, explicou ao The Guardian Ernie Capbert, director de marca da Finisterre.

Só no Reino Unido, cerca de 350.000 toneladas de roupa usada é enviada para o lixo todos os anos, assim como as suas embalagens. Ao desenhar roupa que dura vários anos e incluir uma embalagem praticamente biodegradável, a Finisterre garante a sua parte na protecção dos oceanos.

Outra das marcas da coligação é a Riz Boardshorte, uma marca de surf de Londres que utiliza têxteis 100% reciclados e recicláveis para os seus calções. Como a matéria-prima é difícil de encontrar, a Riz incentiva os clientes a enviarem os calções que já não usam, oferecendo um desconto de 25% na compra do próximo par. Quem disse que o maketing e a sustentabilidade não podem andar de mão dada?

Foto: afu007 / Creative Commons

ADAPTAÇÃO A UM CLIMA MAIS QUENTE VAI CUSTAR TRÊS VEZES MAIS DO QUE O PENSADO

Mäyjo, 29.11.15

Adaptação a um clima mais quente vai custar três vezes mais do que o pensado

A adaptação a um mundo mais quente vai custar milhares de milhões de euros, até um montante três vezes superior ao que anteriormente se pensava – e este cenário já inclui a possibilidade de se impedir que as temperaturas aumentem para valores perigosos.

O alerta é do Adaptation Gap Report, um relatório do Programa Ambiental das Nações Unidas, que indica que haverá uma grande lacuna no financiamento para as alterações climáticas depois de 2020, a menos que os países desenvolvidos contribuam financeiramente mais nos próximos anos para ajudarem as nações subdesenvolvidas a adaptarem-se às secas, inundações e ondas de calor mais severas que deverão acompanhar as alterações climáticas.

“O relatório é um poderoso lembrete de que o custo potencial da inacção tem um preço real. O debate económico da nossa resposta às alterações climáticas deve ser mais honesto”, afirmou o director-executivo do programa, Achim Steiner, na apresentação do relatório, cita o Guardian. “Devemos isto a nós próprios mas também às gerações futuras já que serão elas a pagar a conta”, acrescenta.

Sem acções num futuro próximo para reduzir as emissões de gases com efeito estufa, adverte o relatório, o custo da adaptação a um clima mais quente mais aumentar ainda mais. Como tal é necessário mais financiamento para acções que protejam as comunidades mais vulneráveis de eventos meteorológicos mais extremos provocados pelas alterações climáticas.

Até agora, as nações desenvolvidas comprometeram-se em doar €7,9 mil milhões para o Fundo Climático Verde, mas o valor está bastante abaixo do valor mínimo estabelecido em €81,3 mil milhões anuais até 2020.

O relatório das Nações Unidas indica que os custos de adaptação podem aumentar para €122 mil milhões por ano entre 2025 e 2030 e entre €203 e €406 mil milhões por ano depois de 2050, pressupondo já que as emissões de CO2 vão ser reduzidas para evitar que as temperaturas não aumentem mais que dois graus Celsius além dos valores pré-industriais.

Porém, se as emissões continuarem a aumentar ao ritmo actual – o que provocará um aumento de temperaturas superior a dois graus Celsius – os custos da adaptação podem atingir o dobro do estimado para o pior cenário.

Foto: Oxfam International / Creative Commons

ONDAS DE CALOR DEVERÃO ACONTECER A CADA DOIS ANOS DEPOIS DE 2030

Mäyjo, 28.11.15

Ondas de calor deverão acontecer a cada dois anos depois de 2030

Os verões tórridos na Europa – tal como o de 2003, que reclamou 70.000 mil vidas – vão tornar-se uma ocorrência frequente dentro das duas próximas décadas e “normais” no final do século. A conclusão é de um novo relatório do Gabinete Meteorológico britânico.

O novo modelo climático, publicado na Nature Climate Change esta segunda-feira, prevê um aumento dramático na probabilidade de ocorrência de padrões meteorológicos extremamente quentes na Europa Central e na região do Mediterrâneo, caso as emissões de gases com efeito de estufa continuarem ao ritmo actual.

“Verões extremamente quentes que ocorriam duas vezes por século, no início dos anos 2000, devem acontecer agora duas vezes por década”, indica Nikos Christidis, um dos autores do estudo, cita o Guardian. “As probabilidades de ondas de calor tão extremas com as vistas em 2003 aumentaram de uma em 1.000 anos para uma em 100 anos e espera-se que ocorram a cada dois anos a partir da década de 2030 ou 2040, caso as emissões de gases continuem”, explica o investigador.

Tal como o verão quente de 2003 na Europa, foram também registadas onda de calor severas em Moscovo, em 2010, no Texas, em 2011 e na Austrália, no verão de 2012.

Entre o último relatório do Gabinete Meteorológico, publicado em 2004, sobre alterações climáticas na década de 1990, e o agora recentemente publicado sobre o período entre 2003 e 2012, as temperaturas na Europa Central e na região do Mediterrâneo aumentaram 0,81 graus Celsius.

De acordo com padrões climáticos projectados, “o senário normal” para 2100 será com verões seis graus Celsius mais quentes para toda a Europa.

Foto:  Nigel Musgrove / Creative Commons

PORTUGAL É O QUARTO MELHOR PAÍS AO NÍVEL DO DESEMPENHO CLIMÁTICO

Mäyjo, 27.11.15

Portugal é o quarto melhor país ao nível do desempenho climático

Portugal é o quarto país mais bem classificado de uma lista que classifica várias nações pelo seu comportamento em relação às alterações climáticas. Esta é a classificação do décimo Climate Change Performance Index, um índice feito por organizações ambientalistas internacionais que avalia o comportamento de 58 países responsáveis por mais de 90% das emissões de CO2 associadas à produção de energia.

No topo dos mais bem classificados da lista deste ano está a Dinamarca (que lidera o ranking há três anos consecutivos), seguida pela Suécia e Reino Unido. No final do ranking surge a Austrália e a Arábia Saudita.

O Climate Change Performance Index foi apresentado esta segunda-feira durante a conferência anual das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que decorre em Lima, no Peru. A lista foi elaborada pela GermamWatch e pela Rede Europeia de Acção Climática, da qual faze parte várias organizações, entre as quais a Quercus.

Portugal mantém este ano a classificação alcançada em 2013, com uma nota de 67 numa escala de 100. Há três anos o país estava no 14º lugar do ranking. Um dos factores que mais contribuiu para a boa classificação de Portugal foi a redução das emissões de CO2 a um ritmo superior à queda do PIB. Quando uma economia abranda, as emissões de gases tendem também a abrandar e uma redução a um ritmo superior indica que há factores para além da contracção económica que estão a contribuir para um melhor desempenho ambiental.

De salientar ainda que os três primeiros lugares do ranking, que corresponderiam a países com um desempenho “muito bom” no que toca ao desempenho climático, não estão ocupados. Assim, teoricamente, Portugal está na sétima posição. Os responsáveis pela lista consideram que nenhum país está a fazer o suficiente para merecer um lugar no pódio.

Para a elaboração da lista as organizações tiveram em conta as emissões de CO2 (tanto o valor absoluto como a sua evolução), as políticas ambientais nacionais, nomeadamente no que concerne às energias renováveis, e as posições internacionais de cada país nesta matéria.

Foto: pmarquesbird / Creative Commons

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